segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Consumo excessivo de gordura pode ameaçar fertilidade masculina, diz estudo

Homens que têm uma alimentação rica em gorduras saturadas - encontradas nas carnes - e monoinsaturadas - presente no azeite, no abacate e no amendoim - podem ter mais dificuldades em ter filhos. É o que sugere um recente estudo do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, que associa uma alta ingestão dessas gorduras à baixa qualidade do esperma, e liga o consumo de gordura poli-insaturada - dos peixes ricos em ômega-3 - a melhores medidas de fertilidade, como mobilidade e morfologia do esperma.
Avaliando a qualidade do sêmen e a ingestão de gorduras de 91 homens com idades entre 18 e 55 anos que frequentavam o Centro de Fertilidade do Hospital, os pesquisadores conseguiram demonstrar relações significativas entre a ingestão de gorduras e os parâmetros de qualidade de sêmen. De acordo com os autores, os pacientes apresentavam, geralmente, excesso de peso, e aqueles com maior consumo de gorduras saturadas e monoinsaturadas tinham uma concentração espermática significativamente menor.
“As pesquisas no campo da reprodução humana estão, cada vez mais, se voltando para o papel da nutrição sobre a qualidade do esperma. Sabemos pouco, ainda, sobre como a dieta pode afetar a fertilidade masculina, mas a literatura médica atual dá suporte à hipótese de que componentes nutricionais específicos podem afetar os parâmetros de qualidade do sêmen”, destaca o pesquisador Joji Ueno.

Entretanto, segundo os pesquisadores, os resultados ainda não permitem concluir que os homens inférteis devem alterar sua dieta, diminuindo a ingestão de carnes vermelhas e gordura. Assim, enquanto mais estudos são realizados para confirmação, os pesquisadores recomendam que as gorduras sejam consumidas em moderação, além de que as pessoas façam atividades físicas regulares, para controle da obesidade e outros problemas associados.


Fonte: Boa Saúde

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Musculação para adolescentes


Este tema tem sido tratado de maneira inadequada em nossa imprensa, com matérias exagerando os riscos do treinamento com pesos para adolescentes. Desta maneira, muitos jovens podem estar sendo afastados de uma atividade física que como qualquer outra é promotora de saúde e aptidão.

Inicialmente deve ser esclarecido que os riscos do treinamento com pesos para crianças e adolescentes já estão bem estabelecidos em literatura científica e são menores do que em muitas outras atividades físicas consideradas seguras. Atualmente não se admite mais que afirmações e condutas sejam baseadas em hipóteses teóricas, sem a preocupação de buscar fundamentação em resultados de trabalhos científicos, ou pelo menos nas impressões pessoais de quem tem experiência na área.


 Esses resultados ou impressões são as chamadas "evidências" ou seja, respostas da natureza que podem indicar com mais segurança onde está a verdade. Não existem evidências de que a musculação para adolescentes seja muito perigosa. Como em toda atividade física alguns riscos existem, mas são poucos e facilmente evitáveis.


Uma das afirmações mais comuns encontradas em publicações não especializadas é a de que o desejo dos adolescentes aumentarem a massa muscular é anormal ou patológico. Não conhecemos estudos de psicologia que justifiquem essa afirmação. A impressão de muitos profissionais envolvidos com jovens praticantes de musculação é que não existe nada de anormal com esses adolescentes.


Nossa opinião pessoal é de que a auto-afirmação entre adolescentes é uma necessidade mais do que um desejo. Nesse sentido, a única preocupação que os adultos devem ter com esses jovens é no sentido de evitar que essa necessidade seja canalizada exclusivamente para uma área, seja esportiva ou intelectual, em detrimento de uma formação global do indivíduo.

O prejuízo ao crescimento estatural dos adolescentes praticantes de musculação é freqüentemente apresentado como um risco do que chamam de "excesso de musculação". Não há como definir o que seja "excesso de musculação". O desempenho atlético em geral parece ser diretamente proporcional à massa muscular, e para os padrões estéticos de muitos, quanto mais músculos, melhor.


Na realidade, excesso de treinamento é o que deve ser evitado. Atividade física excessiva de qualquer tipo pode diminuir a produção dos hormônios sexuais, o que é um dos indicadores da situação conhecida como "over-training". Nessa situação, o ganho de massa muscular diminui, pode ocorrer atraso no desenvolvimento das características sexuais secundárias, mas o que acontece com o crescimento estatural dos adolescentes não é conhecido.


Uma das possibilidades é que ocorra um aumento da estatura, pois os hormônios sexuais fecham as epífises ósseas. Na musculação, todos os técnicos e professores bem formados sabem que o excesso de treinamento deve ser evitado para que possa ocorrer aumento adequado de massa muscular. Assim sendo, excesso de treinamento não é comum na musculação, sendo muito mais freqüente em outras atividades esportivas ou mesmo recreacionais.
O treinamento para hipertrofia também tem sido apontado como indesejável para adolescentes com a justificativa de que pode produzir lesões ou mesmo doenças. No entanto, não há evidências de que o treinamento para hipertrofia esteja associado com prejuízos para a saúde. A tendência atual é utilizar treinamento para hipertrofia para todos os objetivos da musculação.

Força, potência e resistência musculares são qualidades de aptidão inseparáveis do aumento em volume dos músculos esqueléticos. O aumento da taxa metabólica e uma melhor capacidade homeostática bioquímica dependem diretamente da massa muscular. Os exercícios com baixas repetições oferecem a melhor associação de qualidades possíveis de serem estimuladas pela musculação, além de maior segurança cardiovascular. Por essas razões, pessoas idosas, debilitadas e convalescentes estão atualmente sendo orientadas em treinamento para hipertrofia. Não há evidências sugestivas e não é sensato imaginar que adolescentes não possam fazer o que fazem os idosos.

Algumas lesões podem ocorrer na prática da musculação, mas não são frequentes. Nos EUA, onde 45 milhões de pessoas se exercitam regularmente com pesos, menos de 1% das consultas médicas em serviços de emergência são devidas a lesões em treinamento com pesos. Além disto, a maioria das lesões ocorrem nos levantamentos de peso competitivos e não no treinamento com pesos.


Lesões graves das epífises ósseas e fraturas são muito raras. Estatísticas mostram que lesões como as distensões de músculos e ligamentos podem ser precipitadas pelo uso de cargas excessivas, treinamento mal orientado e equipamento mal projetado. Cargas excessivas em musculação são aquelas que impedem a execução correta dos movimentos, sendo a sua utilização um erro técnico primário, detectado por qualquer instrutor.


Ao contrário, esforços excessivos são freqüentes e inevitáveis em atividades como o futebol e outros jogos com bola. Tais esforços produzem as mesmas lesões encontradas na musculação, com muito mais freqüência, e a mídia não parece estar preocupada com elas.

Praticantes de todas as modalidades esportivas também costumam frequentar academias de musculação, e se muitos deles apresentam lesões, isto não significa que tais lesões tenham sido produzidas pelo treinamento com pesos.


Na verdade, o treinamento com pesos pode ser terapêutico para muitas lesões esportivas, e também profilático. Esportistas em geral, incluindo crianças, apresentam menor incidência de lesões em suas modalidades quando estão protegidos pelo fortalecimento muscular induzido pelo treinamento com pesos.


A elasticidade dos músculos submetidos ao treinamento para hipertrofia aumenta, ao contrário de afirmações que às vezes encontramos, e não há evidências de que as articulações possam ser prejudicadas por qualquer mecanismo. Os tendões são fortalecidos pelo treinamento para hipertrofia, e as rupturas às vezes apresentadas por atletas em esforço máximo são, provavelmente, devidas ao uso de anabolizantes. Também não existe a mais remota evidência de que lesões cardíacas possam ser atribuídas ao treinamento com pesos, com ou sem excessos.
Outro erro comum é confundir suplementos alimentares com drogas anabolizantes, ou imaginar que a utilização de suplementos possa ser o primeiro passo em direção às drogas. A impressão da maioria dos profissionais envolvidos nessa questão é que os suplementos podem afastar os praticantes das drogas, por satisfazerem a necessidade psicológica que algumas pessoas têm de utilizar algum "aditivo" ao treinamento.


 Esses produtos são alimentos industrializados que têm a qualidade de trazer praticidade para a alimentação dos esportistas, embora as suas apresentações em pó, comprimidos, líquidos concentrados ou cápsulas lembrem remédios. Não existem evidências de prejuízos reais à saúde decorrentes do uso sensato de suplementos alimentares.


O maior risco para a saúde dos esportistas em geral é a tentação do uso de drogas que possam favorecer o desempenho ou os resultados do treinamento. Entre essas, as mais utilizadas são os esteróides ou andrógenos anabolizantes.


Entre seus efeitos estão a hipertensão arterial, dislipidemia, aterosclerose, tromboses, infartos cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, hemorragias digestivas, gangrenas, esterilidade, hipogonadismo, hepatite, degeneração hepática, estímulo para alguns tipos de tumores, agressividade excessiva e depressão grave.


Fato inegável é que muitos praticantes de musculação são usuários dessas drogas, mas deve ser lembrado que em outras áreas esportivas os mesmos produtos são amplamente utilizados. Apesar disto, não se pode condenar o esporte em função de que muitos de seus adeptos utilizam drogas. Também muitos são os exemplos de homens e mulheres que redefiniram suas vidas no sentido da saúde em função da prática esportiva.


Todos os setores da nossa sociedade estão permeados pela utilização de drogas em geral, seja por razões de estímulo para produção artística e intelectual, desempenho físico ou simplesmente prazer. Esse panorama inclui o tabaco e o álcool, responsáveis por muitas doenças, mortes e dramas sócio-familiares.


As drogas constituem hoje uma das mais sérias ameaças à saúde das pessoas, e nesse sentido, a promoção de um estilo de vida saudável pode ter efeito antagônico ao problema. A musculação tem a qualidade de cativar as pessoas, e a adolescência é uma época em que as experiências de vida são particularmente marcantes. Assim sendo, desestimular os jovens da prática da musculação pode significar a perda de uma forte motivação para o caminho da saúde física e mental.



Fonte: Saúde Total

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Câncer de próstata atinge obesos com mais agressividade


Homens obesos diagnósticados com câncer de próstata podem aumentar suas chances de sobreviver se perderem peso, avaliam especialistas envolvidos em duas pesquisas realizadas nos Estados Unidos.


A descoberta dos dois estudos, realizados em cerca de 4 mil homens, é que o câncer na próstata atinge homens obesos de maneira muito mais agressiva.
A doença também é mais propensa a voltar nos indivíduos acima do peso.

Os estudos foram publicados na revista científica Journal of Clinical Oncology.

Na primeira pesquisa, Christopher Amling, do Centro Médico da Marinha em San Diego, na Califórnia, examinou dados de 3.162 homens com câncer na próstata. Desses, 19% eram obesos.

A pesquisa mostrou que os homens obesos apresentavam formas mais agressivas de tumores e maior índices de reincidência.

No segundo estudo, cientistas da Universidade de Baltimore examinaram dados de 1.106 homens, 22% dos quais eram obesos.

Os obesos também correm 60% mais riscos de reincidência, segundo os pesquisadores.

Segundo os cientistas, os homens obesos apresentam níveis mais baixos do hormônio masculino testosterona e índices mais elevados do hormônio feminino estrogênio, previamente associado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer.

"A função primária da obesidade no câncer de próstata ainda não é claramente definida, mas esperamos avaliá-la mais. Eu aconselharia os pacientes a se manterem dentro de um peso limite diante da possibilidade de desenvolverem tumores mais agressivos", disse Amling.


Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Homens saudáveis podem prescindir do PSA para câncer de próstata


Homens saudáveis não precisam fazer o exame de sangue conhecido com PSA para detectar o câncer de próstata, recomendou um grupo de trabalho formado por especialistas em saúde do governo americano, em um relatório divulgado esta sexta-feira. "A baixa especificidade do exame PSA, junto com sua incapacidade para distinguir os tumores benignos dos agressivos, fazem com que haja um diagnóstico excessivo de câncer de próstata em um número considerável de homens", explicou o Grupo de Trabalho de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (US Preventive Services Task Force).

Com base nos resultados de cinco testes clínicos, a recomendação para prescindir do exame PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês) - que mede o nível desta proteína no sangue - se aplica a homens saudáveis de todas as idades sem sintomas suspeitos. "O principal risco é o de diagnóstico e tratamento excessivos. A maioria dos cânceres que detectamos não é de cânceres que chegam a causar danos", disse o co-presidente do grupo de trabalho, Mike LeFevre. "A grande maioria dos cânceres não precisa ser tratada e, no entanto, 90% dos homens diagnosticados com base no PSA aqui nos Estados Unidos acabam recebendo tratamento e os riscos do tratamento são importantes", acrescentou.

O grupo de trabalho também não encontrou evidências de que outras formas de detecção do câncer de próstata, como a ecografia ou o exame retal digital, sejam eficazes. Os especialistas não estudaram se o exame beneficiou os homens já tratados da doença ou que apresentam sintomas suspeitos.

Um milhão de homens que fizeram exame de PSA e que de outra forma não teriam sido tratados foram submetidos a cirurgia, radioterapia ou a uma combinação das duas entre 1986 e 2005, segundo os especialistas do painel. O grupo de trabalho destacou que a evidência sugere que até cinco de cada 1.000 homens morrem no mês seguinte de fazer esta cirurgia e que de 10 a 70 de cada 1.000 homens sofrem graves complicações. "A radioterapia e a cirurgia geram efeitos adversos", acrescentou o grupo de trabalho, e destacou que de 200 a 300 em cada 1.000 homens tratados com estas terapias sofrem de incontinência urinária ou impotência.

Calcula-se que 217.730 homens nos Estados Unidos tenham sido diagnosticados com câncer de próstata e que 32.050 tenham morrido no ano passado desta que é a segunda forma mais comum de câncer nos homens depois do câncer de pele.


Fonte: Ciência e Saúde

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Os perigos do uso dos Anabolizantes


Na década de oitenta, o culto ao físico com a exigência de corpos musculosos combate ao biótipo do chamado gordinho ou rechonchuda; a procura de corpos esculturais, considerados os malhados e sarados, o padrão de beleza tipo Stalone e muitos outros, valorizou mais a estética visual do que o conteúdo.

Com isso aconteceu o chamado boom das academias de ginásticas, o culto às super alimentações, muitas delas sem nenhuma base científica. Jovens e atletas com intuito de melhorar seus resultados ou sua estética passaram a utilizar várias substâncias com efeito anabolizante na tentativa de melhores resultados em pequeno espaço de tempo.

De acordo o médico, especialista em endocrinologia e metabologia, Dr. Celso Melo dos Santos, os anabolizantes são substâncias que provocam no organismo o anabolismo. Isto é o ganho de massa muscular através da retenção de íons e água que passaram a ser utilizados em grande escala se estendendo até hoje, mesmo apesar de todas informações já fornecidas sobre suas desastrosas conseqüências.

No início, o combate era apenas do ponto de vista esportivo, visto que essas substâncias eram enquadradas como doping e, portanto, proibidas pelas autoridades esportivas. Do ponto de vista estético, a cada dia eram utilizados indiscriminadamente não só hormônios, como também, supostas “dietas” e suplementos alimentares associados aos exageros em atividades físicas, que, com o passar dos anos, mostraram seus efeitos deletérios e suas conseqüências quase sempre drásticas.

Uso & Conseqüências

Segundo o especialista, a princípio, os anabolizantes eram usados para a obtenção do estereótipo almejado, somente eram utilizados análogos de testosterona associados a dietas hiperproteícas e exercícios com peso repetidos que levavam a
hipertrofia muscular. Ultimamente, também são usados outras substâncias com intuito do anabolismo.

Os análogos de testosterona, explica o endocrinologista, são os hormônios masculinos, que através do uso contínuo provocam a retenção de líquidos e íons, e ao longo do tempo apresentam os efeitos colaterais do tipo virilização com o desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos em seus usuários. São eles, o crescimento de barba, acne, calvície,
hipertrofia do clitóris, engrossamento da voz e certa agressividade.

Com o intuito de aperfeiçoar seus produtos, “as indústrias laboratoriais procuram a cada dia uma substância com maior efeito anabolizante e que causem um menor efeito virilizante, ou seja, ação apenas no ganho muscular”.

O médico frisa que independentemente desses efeitos virilizantes, o uso crônico de substâncias derivadas do
hormônio masculino, salvo em portadores de deficiência desse hormônio, levam de alguma forma à impotência e infertilidade pela diminuição dos hormônios hipofisários FSH e LH (que no homem estimulam o testículo à produção de testosterona), com conseqüente atrofia testicular, muitas vezes irreversível.

Além disso, pode provocar o
câncer de próstata, de fígado e ósseo; a rigidez muscular que normalmente provoca fraturas espontâneas; as lesões articulares, musculares e de tendão, entre outros.

Essas conseqüências passam a aparecer com maior freqüência, visto que, o uso do
hormônio masculino, para se obter os resultados almejados deve ser utilizado em ciclos crônicos e contínuos, pois seus efeitos são efêmeros e fulgazes. Por outro lado, o médico acrescenta ainda que a interrupção no uso provoca a perda do volume muscular adquirido.

Hormônio do Crescimento

Dr. Celso Melo dos Santos acrescenta ainda que outras substâncias muito usadas hoje como anabolizantes são os HGH (hormônio do crescimento),
hormônio que é produzido no ser humano pela hipófise que leva ao desenvolvimento da estatura de uma pessoa saudável.

Não possuindo unanimidade consensual em seu uso por pessoas que não apresentam deficiência do mesmo, o médico alerta que eles podem levar ao aumento da glicose, ocasionando a
diabetes mellitus secundária, crescimento de partes moles (mandíbula, pés, mãos, etc.), hipertensão arterial e problemas cardíacos, muitas vezes irreversíveis devido ao aumento do coração.

Outro produto muito usado pelos cultuadores do corpo, segundo o médico é a
insulina que é o hormônio produzido pelo pâncreas que leva a glicose do sangue para o interior das células. Seu uso pode levar a hipoglicemia durante exercício físico, com casos de acidentes fatais. Além disso, pode acontecer ainda o desenvolvimento de anticorpos que vão agir contra a insulina produzida pelo corpo, a insulina endógena, podendo levar seu usuário a desenvolver diabetes futuramente pela inatividade desse hormônio, como também, o aumento da arteriosclerose.

Alerta: Você pode estar correndo riscos

Segundo o especialista, a irresponsabilidade no uso de substâncias anabolizantes chega ao absurdo de algumas pessoas buscarem medicações e substâncias de uso veterinário sem o menor estudo em seres humanos.

Nas academias, o uso de suplementos alimentares com abuso de derivados protéicos, como por exemplo, a creatina, compostos vitamínicos, composto de aminoácidos, etc. Podem provocar uma sobrecarga renal devido ao fato dos aminoácidos serem excretados pelos rins. Estudos mostram que uma dieta saudável não deve ultrapassar 1 grama por quilo de peso de proteína - um bife de 100 gramas não tem 100 gramas de proteína, explica.

Outras práticas inadequadas são as dietas com baixo uso de carboidratos, dietas hiperproteícas e hipocalóricas com restrições menores de 1000 calorias diárias, substâncias termogênicas que supostamente aumentariam o
metabolismo basal com aumento do gasto calórico e todo tipo de miscelânea e absurdos, sem nenhum embasamento científico, que pode levar a doenças graves como, por exemplo, a anemia, hipovitaminose (falta de vitaminas), desnutrição protéica calórica e suas conseqüências.


Para o médico, o que mais preocupa é o fato de o público alvo desses tratamentos - se é que podem ser assim denominados - são jovens e adolescentes com futuro pela frente e que pela pouca falta de vivência ou por se acharem imortais – um fenômeno típico da idade, não se importam com os riscos desde que seja atingido o resultado estético procurado.


Portanto, o que se espera das autoridades é o controle mais rígido, o combate à venda de medicações sem receita médica e a divulgação das conseqüências do uso e prática desses “absurdos”, a fim de conscientizar a população dos riscos e com isso diminuir as conseqüências quase sempre fatais, finaliza o especialista.


Fonte: Boa Saúde

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Saúde do Homem: Hábitos Saudáveis diminuem a chances de câncer


Apesar de os homens estarem cada vez mais cuidadosos com a saúde e com a aparência, eles ainda são menos preocupados em manter hábitos saudáveis, que comprovadamente são essenciais na prevenção de doenças.


A ingestão constante de bebida alcoólica e o uso de cigarro os principais fatores que levam homens a terem câncer de boca, estômago e pulmão. As concentrações de álcool e tabaco estimulam alterações no organismo e aceleram a formação de células cancerígenas, são responsáveis por aumentar lesões internas e externas no corpo, além de causar a formação de tumores malignos. Evitar esse tipo de hábito é a melhor forma de se prevenir contra o desenvolvimento do câncer.

O que ajuda a evitar o problema

Alimentação saudável rica em frutas e legumes e controle no consumo do álcool são atitudes que podem evitar o câncer de estômago que, segundo Inca, é o colocado na lista de incidências de mortalidade masculina, na região Sudeste do Brasil. Pessoas com gastrite crônica, anemia perniciosa ou pólipos gástricos, adquiridas ao longo da vida estão mais propensas a terem a doença.

A importância do diagnóstico precoce

Consultas periódicas a especialistas são fundamentais para diagnosticar eventuais problemas bem no início. Começando o tratamento cedo, as chances de cura sempre são maiores! Cuide da sua saúde!

Fonte: São Bernardo Saúde

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Casamento Feliz pode evitar derrame em homens


Para os homens, um casamento feliz pode trazer mais do que alegria e satisfação: ele pode ser bom para a saúde. É isso que sugere um estudo realizado pela Universidade de Tel Aviv, que aponta que, se você é homem, o matrimônio pode ajudar a diminuir os riscos de derrame - isso se ele for bem conduzido, é claro.


Para o estudo, apresentado na Conferência Internacional da Sociedade Americana de Derrame, os pesquisadores analisaram questionários preenchidos na década de 1960 por funcionários públicos israelenses. Aos cerca de 10.000 participantes israelenses, que tinham em torno de 49 anos, foi pedido que classificassem seus casamentos.


Durantes os seguintes 34 anos, os pesquisadores rastrearam quais participantes morreram vítimas de derrame e depois compararam os questionários. Após levarem em conta fatores como a pressão alta, o tabaco e as condições socioeconômicas de cada um, os pesquisadores estabeleceram uma relação entre o casamento e o derrame.


De acordo com os resultados apresentados, os homens solteiros apresentam risco 64% maior de derrame quando comparados aos homens casados. No entanto, os pesquisadores descobriram que homens com um casamento infeliz também correm perigo. Em relação aos homens com um casamento feliz, eles têm 64% mais riscos de um derrame.


Estudos anteriores já sugeriam que as emoções e a qualidade das relações humanas podem impactar na saúde. Segundo cientistas, relacionamentos estressantes podem aumentar o risco de doenças cardíacas enquanto a felicidade pode evitar esses mesmos males.